Superfície: 68.615 km2
Limites: Sofala e Manica norte, Gaza a oeste e o Oceano Índico a sul e a este.
Principais produtos: Caju, coco e tangerinas
Densidade populacional: 19 habitantes / km2
Etnia mais representada: Matshwa, Chope e Bitonga.
CIDADE DE INHAMBANE
Um entreposto comercial criado pelos portugueses em 1534, Inhambane é um dos centros populacionais mais antigos da África Austral e uma das mais belas cidades de Moçambique.
A Timbila é o nome de um instrumento musical de percussão, do grupo dos xilofones, e da dança que o acompanha. Foi declarada em 2008, pela UNESCO, Património Cultural Imaterial da Humanidade.
O instrumento tem teclas de madeira especial, o muenje, só encontrada em Inhambane, e cabaças ocas de vários tamanhos, sob cada tecla, a servir de caixa de ressonância.
São tocados vários destes instrumentos em simultâneo, formando uma orquestra (os marimbeiros de Zavala), podendo ter entre 18 a 23 instrumentos.
O Parque Nacional do Zinave, o Parque Nacional do Bazaruto e a Reserva de Pomene foram consideradas áreas de conservação de espécies animais.
A província de Inhambane tem um sem número de praias famosas, das quais as mais célebres são:
Praia de Zavala (11 km de Quissico);
Praia de Závora (85 km S. de Inhambane),
Baía dos Cocos e Praia do Tofo (22 km E. De Inhambane);
Praia da Barra (20 km N. de Inhambane);
Praia de Pomene (174 km N. de Inhambane);
Praia de Jangamo (28 KM de Inhambane).
ARQUIPÉLAGO DO BAZARUTO
O Arquipélago do Bazaruto é um grupo de seis ilhas em Moçambique, localizado entre Vilanculos e Inhassoro (780 km de Maputo).
Compreende as ilhas de Bazaruto, Benguerra, Magaruque, Banque, Santa Carolina (também conhecida como Paradise Island) e Shell. A Ilha Nyati localiza-se mais a Sul.
Tem águas claras e turquesas cheias de peixes coloridos e oferece oportunidades para mergulho, snorkel e observação de pássaros.
Pode-se lá chegar de barco a partir de Vilankulos e de Inhassoro ou de avião a partir de Maputo ou Beira, ou, ainda, voar do estrangeiro directamente para Vilanculos. As ilhas têm conveniente e completa infra-estrutura turística.
Pode-se chegar facilmente pela estrada de Maputo (469 km pela EN1) ou da Beira ou do Zimbabwe pela EN6, e usar a EN1 no cruzamento do Inchope. Pode-se também ir de avião, através dos voos regulares da LAM e a partir de Joanesburgo, com voos charters.
Outra alternativa são os aviões fretados.
Catedral da Nossa Senhora da Conceição Construída há cerca de 200 anos pelos
Portugueses, a Catedral da Nossa Senhora da Conceição é imponente igreja, com relógios na sua torre.

A gastronomia de Inhambane é um dos principais atrativos turísticos da região, combinando sabores autênticos com a riqueza do Oceano Índico. A forte presença de mariscos e peixes frescos — como camarões, lulas, caranguejos e lagostas — destaca-se em pratos tradicionais preparados com leite de coco e especiarias locais.
A culinária é marcada pela influência africana, árabe e portuguesa, oferecendo pratos como a matapa (com folhas de mandioca e amendoim), xima (papa de milho), caris variados, e petiscos como chamuças. Frutas tropicais (manga, coco, caju, papaia) complementam a experiência gastronómica com frescura e cor.
Para além da comida, os visitantes podem desfrutar de refeições em locais únicos, como restaurantes à beira-mar ou mercados tradicionais, proporcionando uma imersão autêntica na cultura local.
Sabores genuínos, ingredientes frescos e hospitalidade local tornam a gastronomia de Inhambane uma experiência imperdível.

Inhambane é uma província rica em tradição, onde a arte e a cultura fazem parte do dia a dia das comunidades locais. Com influências africanas, árabes e coloniais, a expressão cultural manifesta-se de forma vibrante através da música, dança, artesanato e celebrações tradicionais.
A música e a dança, como o mapiko (dança tradicional dos Makonde) e os timbilas (xilofones de origem chope), são elementos centrais nas festas e rituais, transmitindo histórias e valores ancestrais.
O artesanato local é outro destaque, com peças feitas em madeira, palhinha, tecido e argila. Os visitantes podem encontrar máscaras, esculturas, cestos e capulanas (pano tradicional), muitas vezes produzidos à mão por artesãos locais.
As cerimónias culturais e festivais são oportunidades únicas para os turistas conhecerem a hospitalidade e a identidade cultural do povo de Inhambane, num ambiente autêntico e envolvente.
Vibrante, autêntica e profundamente enraizada na história local, a arte e cultura de Inhambane são uma experiência inesquecível para quem visita a região.

